quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Home sweet home

No dia 29/12/12, finalmente chegamos em casa e eu pude aproveitar melhor meu pequenino que só queria saber de mamar (assunto que vou falar em outro post), sujar fralda e dormir. A rotina de acordar de 3 em 3 horas para mamar estava me deixando esgotada, pois não conseguia dormir direito. 
Por falar em dormir direito, estou sonhando com uma noite inteira de sono. Não sei o que é isso há 8 meses, ele acorda duas vezes por noite para mamar (é muita fome).
Demorou um pouco para me adaptar a nova rotina, já que eu teria que fazer minha rotina de acordo com as necessidades dele e ele tinha que se adaptar ao novo ambiente que era mais claro e bem mais quente do que dentro do útero. (O calor estava insuportável).
Ao pouquinhos me adaptei a nova vida, a vida de mãe. 
Mesmo cheia de dor e com os pontos, eu fiz questão de dar o primeiro banho dele em casa, que foi lindo (pena que não tirei foto). Decidi que eu faria tudo que ele precisasse, pois essa era minha função de agora em diante.
Dia 31/12, enquanto as pessoas estavam preparando a comida das suas respectivas ceias de Ano Novo, meu marido, minha sogra e eu estávamos no laboratório com o pequenino para fazer o teste do pezinho, que não fizeram na maternidade. 
No laboratório que estávamos, não fomos bem atendidos, mas tínhamos que fazer o teste, pois tinha tempo certo para realiza-lo. Como eu estava com pontos, meu marido entro na sala de exames com o nosso baby. Enquanto ele chorava de dor por ter seus pezinhos furados, euzinha chorava na mesma intensidade que ele na recepção. Já estava desesperada, pois ele estava chorando há 1 hora e nada do bendito teste terminar. Parecia que ninguém ali nunca tinha feito aquilo antes, ou estavam com fogo de irem embora para o ano novo. 
Depois daquela agonia toda, enfim fomos para casa passar o nosso primeiro ano novo juntos, o melhor da minha vida.

O pós parto.

Depois da cirurgia, fui para o quarto esperar meu amorzinho. Eu estava grogue e parecendo um pedaço de carne, pois ainda estava anestesiada e ficaria assim as 8 horas seguintes. No dia seguinte, após passar o efeito da anestesia, finalmente levantei da cama e consegui ver meu baby com mais calma e sem estar sedada. Fiquei admirando aquele serzinho sem acreditar que ele era meu. 
Mesmo estando cheia de pontos e de dor, eu estava radiante com a chegada do meu filho. 
Todo o mal-estar, desconforto, peso ganho, dores, pontos...Ou seja, tudo que passei até aquele momento, eu passaria novamente sem mudar nadinha, só para ter meu filho como resultado final.
Tivemos que ficar na maternidade até o dia 29, para observação e nesse período recebemos muitas visitas, que vieram prestigiar o nascimento do príncipe. 
O primeiro dia do Guga foi movimentado.



O parto

O dia 27 de Dezembro de 2012 foi bastante aguardado por mim e pelos meus familiares, pois o Guguinha chegaria ao mundo.
O parto estava marcado para as 15 horas, mas o obstetra se atrasou só um pouquinho e só fui para a sala de cirurgia as 18 horas. Eu estava mega, big, power nervosa e cheia de fome, já que eu só tinha tomado café as 8 horas da manhã. Enquanto eu estava no quarto esperando para ser levada para a cirurgia, eu estava controlando meu nervosismo (na medida do possível, mas estava), porém quando o obstetra chegou e disse que estava na hora, todo aquele autocontrole foi embora e eu comecei a me desesperar.
Deitei na maca e fui levada pelo maqueiro até o centro cirúrgico. Me senti em um filme de médicos, quando o paciente está deitado e só fica vendo as luzes do teto do hospital. Cheguei na sala me sentindo uma encomenda, já que passei por um espaço na porta do centro cirúrgico que é estéril, então a maca do lado de fora não entra. A partir do momento que passei pelo tal buraco, comecei a tremer, suar frio e os sentimentos de medo, alegria e tensão se misturaram. Era alegria de saber que logo logo conheceria meu pequenino, a tensão do ambiente e principalmente medo da anestesia e de ser cortada (tenho pavor de agulha e bisturi). Quando sentei na maca para tomar a anestesia raquidiana, interiormente eu estava desesperada, doida para sair correndo (mesmo com aquele barrigão), mas tive que ir contra o meu medo e ficar lá para a chegada do pequenino. Confesso que a anestesia foi bem melhor do que eu pensei que seria, o escalpe do soro na minha veia doeu mais do que a temida anestesia na coluna. 
Anestesia dada é hora de me prepararem para a cirurgia. O bom é que a anestesia pegou muito rápido e alguns segundos depois da aplicação eu já não sentia minhas perninhas. rsrs. 
Colocaram aquele pano verde na minha frente para eu não ver nada da cirurgia, então eu fiquei imaginando o que tava acontecendo. Naquele momento eu ficava chamando meu marido para que ele fizesse parte desse momento mágico comigo. Só me acalmei quando ele chegou (mentira, não me acalmei nenhum segundo). Enquanto o obstetra me cortava e tal, o anestesista me acalmava dizendo para eu não chorar, pois ficaria com o nariz entupido (eu já tava chorando desde o momento que começaram a me abrir.)
De repente, eu senti uma pressão muito forte perto do meu peito, um puxa pra lá e puxa pra cá, pois um dos médicos estava quase subindo em cima de mim e o outro quase rasgando minha barriga para ajudar o pequenino a sair.
Quando do nada eu ouço o som mais perfeito e mais aguardado, o chorinho do meu pequenino (estou com os olhos cheios de lágrimas agora), o médico abaixou o pano e ainda com ele de cabeça para baixo, disse: Olha seu filho. Naquele momento eu chorei mais do que meu pequenino, pois estava mega feliz por finalmente conhecer o meu príncipe. Meu filhotinho veio ao mundo as 18:23 horas. Devido a minha choradeira, acabei ficando com o nariz entupido (bem que me avisaram) e tive que ser sedada, pois poderia atrapalhar o término da cirurgia. Fiquei tão grogue que quase não vi quando a pediatra levou meu baby para eu ver e meu marido tirar uma foto.
O baby foi levado para outra sala para receber os cuidados, ser medido, ser pesado e eu continuei lá para terminarem de me suturar.
Foi o melhor momento da minha vida. Nunca vou esquecer o dia mais especial que existe.  


O que é ser mãe? Ser mãe não é apenas gerar um criança. Ser mãe é gerar, cuidar, proteger, criar e amar incondicionalmente o pequeno ser frágil e indefeso, que não conhece nada desse novo mundo e cabe a você mostrar-lhe tudo.
Não sei se sou uma excelente mãe, o que sei é que me entrego 100% para essa nova função para que meu baby seja bem cuidado, bem alimentado e cresça forte e saudável.
Depois de quase 9 meses, finalmente vou começar um blog para falar dessa experiência fantástica, a maternidade. Meu pequenino nasceu dia 27/12/2012 e eu passei os 9 meses da gestação pensando e imaginando como seria ter o meu pequenino comigo, como eu seria como mãe.
Bom, posso garantir que não foi nada do que imaginei, foi muito além e melhor. Ser indispensável na vida de alguém e ser responsável por este alguém é maravilhoso. Tudo que você fizer, tem que ser feito com muito amor e carinho para que este pequeno ser possa crescer forte e saudável. Neste blog vou falar um pouco de cada etapa dessa minha nova vida e de como meu pequenino está lindo, saudável, levado e de como ele é esperto.
Uma coisa eu tenho certeza, não trocaria e nem mudaria minha vida de mãe por nada no mundo.



Gustavo Rodrigues Costa Nicândio, nasceu com 2,975 kgs e 48 cm.